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Doenças autoimunes e os olhos: sinais de alerta que não devem ser ignorados!

Como as doenças autoimunes afetam os olhos? 

As manifestações oculares das doenças autoimunes podem atingir diferentes estruturas, como a córnea, a retina, a esclera, o nervo óptico e a úvea. Os sintomas variam de acordo com a condição e com o grau de inflamação, mas alguns sinais merecem atenção: 

  • Olhos secos, vermelhos ou irritados. 
  • Sensação de areia ou corpo estranho. 
  • Dor ocular ou sensibilidade à luz. 
  • Visão embaçada, dupla ou perda visual. 
  • Alterações na percepção de cores. 

Em muitos pacientes, essas alterações aparecem antes mesmo do diagnóstico da doença sistêmica. 

Principais doenças autoimunes com impacto na visão 

Algumas condições autoimunes apresentam maior associação com problemas oftalmológicos. Entre as mais comuns, destacam-se: 

Artrite reumatoide: além do comprometimento articular, a artrite reumatoide pode causar inflamações oculares como olho seco, episclerite e esclerite. Em casos mais graves, pode haver lesões na córnea e na retina, exigindo acompanhamento contínuo para evitar perda visual. 

Lúpus eritematoso sistêmico (LES): o lúpus pode provocar olho seco, inflamações na esclera, na retina e no nervo óptico. Alterações nos vasos da retina também podem indicar atividade da doença, funcionando como um sinal de alerta para o organismo como um todo.  

Síndrome de Sjögren: caracterizada principalmente pela diminuição da produção lacrimal, essa condição provoca ressecamento ocular persistente, ardor e desconforto visual. Sem tratamento adequado, pode evoluir para danos na superfície ocular.  

Esclerose múltipla: a esclerose múltipla afeta o sistema nervoso central e frequentemente se manifesta nos olhos por meio da neurite óptica. Os sintomas incluem visão turva, perda visual temporária, dor ao movimentar os olhos e alterações no campo visual. 

Outras doenças autoimunes: condições como vasculites, miastenia gravis, sarcoidose e doenças da tireoide também podem causar alterações oculares relevantes, reforçando a importância do diagnóstico precoce. 

O papel dos exames oftalmológicos no diagnóstico precoce 

Os olhos são uma extensão do sistema nervoso e vascular, o que faz com que exames oftalmológicos sejam capazes de identificar sinais de doenças sistêmicas ainda em estágios iniciais. 

O exame de fundo de olho, por exemplo, permite avaliar a retina, o nervo óptico e os vasos sanguíneos, ajudando na detecção de inflamações, sangramentos e alterações circulatórias associadas a doenças autoimunes. 

Em muitos casos, o oftalmologista é o primeiro profissional a suspeitar de uma condição sistêmica a partir de alterações visuais. 

Cuidados essenciais com a saúde ocular em pacientes com doenças autoimunes 

Se você convive com uma doença autoimune, alguns cuidados são indispensáveis para proteger a visão: 

  • Realizar consultas oftalmológicas periódicas, mesmo sem sintomas aparentes. 
  • Manter acompanhamento médico multidisciplinar. 
  • Proteger os olhos da radiação UV com óculos adequados. 
  • Evitar ambientes muito secos e o uso excessivo de telas. 
  • Adotar hábitos saudáveis, com alimentação equilibrada e controle do estresse. 

O monitoramento contínuo permite identificar alterações precocemente e iniciar o tratamento adequado antes que ocorram danos permanentes. 

Visão e saúde caminham sempre juntas 

As doenças autoimunes exigem atenção integral ao corpo, e os olhos fazem parte desse cuidado. Alterações visuais não devem ser ignoradas, pois podem indicar atividade da doença ou a necessidade de ajustes no tratamento. 

Contar com uma equipe especializada e realizar exames oftalmológicos regularmente é uma forma de preservar a visão, promover qualidade de vida e garantir um acompanhamento seguro e eficaz. 

O Grupo HOSP conta com infraestrutura para atender você com toda a segurança. Mantenha sua saúde ocular em dia agendando uma consulta para exames preventivos clicando aqui

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