Conjuntivite e terçol: quais as 5 principais diferenças?

Olho vermelho, irritação na região e aumento da sensibilidade à luz. Em comum, esses sintomas têm o fato de serem muito incômodos e de estarem presentes em uma boa parte das doenças oculares.

Provavelmente, as enfermidades mais comuns e conhecidas para você são conjuntivite e terçol, não é? Devido à semelhança, é fácil confundir esses problemas. A grande questão é que o tratamento e as indicações para cada um são diversos, então é necessário redobrar os cuidados e entender bem do que se trata cada um daqueles males.

Você tem dúvida a respeito? Descubra a seguir 5 diferenças entre esses dois problemas e os identifique mais facilmente.

1. A presença de nódulo é uma das maiores diferenças entre conjuntivite e terçol

Como corresponde a uma inflamação de glândulas da pálpebra, o terçol é caracterizado pela presença de um nódulo, como se fosse um tipo de caroço na região.

Pode ser localizado na pálpebra superior ou inferior e no canto externo ou interno. Em geral, fica rente à base dos cílios, dificultando a visão devido ao inchaço.

A conjuntivite, por sua vez, não possui qualquer sintoma parecido com esse. Com o aparecimento da protuberância, o diagnóstico fica mais fácil, já que todos os sinais apontam para o terçol.

2. A existência de secreção amarelada também distingue ambos

Outra diferença entre conjuntivite e terçol é a presença de uma secreção, normalmente abundante e amarelada, que sai do olho. Isso acontece frequentemente no caso da conjuntivite, que é a inflamação da membrana que recobre a estrutura.

Sua ocorrência é mais comum após dormir e fica mais concentrada na área próxima ao canto interno. No caso do terçol, por mais que também ocorra uma inflamação, não há esse tipo de liberação de substância.

3. A localização da irritação é mais um ponto a ser considerado

Avaliar esses dois pontos torna possível conhecer uma das grandes diferenças entre as duas situações: a localização da irritação.

No caso do terçol, ela é interna porque se dá graças ao entupimento de glândulas na região das pálpebras ou devido à má higiene. Porém, a localização é na parte que fica “fora” do olho, fisicamente falando.

Já a conjuntivite é a inflamação da própria membrana, fazendo com que todo o olho fique vermelho. No terçol, é mais comum que somente a área mais próxima com o possível nódulo sofra essa mudança de coloração.

4. A temperatura localizada pode variar

Quando alguém está com conjuntivite, surgem muitos sintomas, mas nenhum deles inclui a mudança de temperatura. Isso é próprio do terçol, já que o nódulo que se forma exerce uma pressão maior em relação a toda a circulação.

Especialmente nos estágios iniciais, uma temperatura localizada mais elevada é um grande indício de que o problema não é na conjuntiva, mas, sim, em uma glândula da pálpebra.

5. O contágio deve receber importante atenção

Não obstante o terçol aconteça por ação bacteriana, o que também pode ocorrer com a conjuntivite, essa enfermidade não é contagiosa. Assim, o terçol não passa para o outro olho, nem tem chance de ser transmitido para outras pessoas.

Já com a conjuntivite é diferente. Se a doença for bacteriana ou viral, tende a ser altamente contagiosa, diferenciando-se do terçol. A única exceção é a conjuntivite alérgica.

Embora conjuntivite e terçol tenham sintomas parecidos, algumas diferenças garantem que seja possível identificar cada uma. Em qualquer um dos casos, o recomendado é consultar um oftalmologista para fazer um diagnóstico preciso.

Caso tenha restado alguma dúvida sobre conjuntivite e terçol, utilize o espaço nos comentários para que possamos ajudá-lo.

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