Existem algumas alterações na visão das crianças que podem ser detectadas pelo olhar observador dos pais! Por isso, ao serem identificadas é essencial que a criança seja encaminhada a um exame de vista o quanto antes.
Exame de vista para crianças pequenas
O primeiro exame oftalmológico já deve ser feito logo após a criança nascer, enquanto ainda está na maternidade. Ele é chamado de “Teste do Olhinho simples”, não dói, nem precisa de colírio e leva menos de 3 minutinhos.
É importante todo recém-nascido realizar o teste, pois ele pode revelar problemas como catarata congênita, desvios oculares, tumores, glaucoma, estrabismos, infecções e outras condições.
Sinais de alerta para levar a criança ao oftalmologista
Até os dois anos de idade, a criança ainda não consegue expressar com clareza o que está sentindo. Por isso, é preciso que os pais estejam sempre atentos aos sinais dos possíveis problemas oculares.
Em geral, elas costumam chorar, levando as mãos aos olhos com frequência, ficam agitadas, podem ter enjoos e dor de cabeça.
Outros sinais aparentes que ajudam na identificação de um possível problema são:
- Crianças que não acompanham os movimentos dos objetos e da luz ao seu redor.
- Pupila esbranquiçada em fotos.
- É comum recém-nascidos parecerem estrábicos, já que nas primeiras semanas de vida eles ainda não têm coordenação motora para manter os olhos alinhados. Porém, se a partir dos 6 meses, esta característica não desaparecer, procure um especialista.
Visão na infância: saúde dos olhos e problemas a longo prazo
O crescimento dos olhos ocorre ainda na infância. Por este motivo, boa parte das crianças são hipermetropes, justamente por ter o globo ocular menor do que deveria ser.
Os olhos atingem seu tamanho natural, geralmente, na fase da adolescência até a fase adulta. Por isso, no período da infância, pré-adolescência e nas demais fases é importante que sejam realizados exames oftalmológicos periodicamente.
Durante essas fases da vida, também podem ocorrer alterações estruturais oculares, especialmente na córnea, como o ceratocone, que tem por principais fatores de risco a predisposição genética associada à fricção ocular, ou seja, o hábito de coçar e esfregar os olhos.
Levando em consideração o desenvolvimento das crianças, existem dicas simples, mas essenciais, para a prevenção de problemas oculares, como:
- Não as deixar coçar os olhos.
- Manter produtos de limpeza fora de seu alcance.
- Tomar cuidado com unhas ou bicos de animais.
- Evitar uso de objetos pontiagudos.
- Consultar sempre um médico em caso de pancadas ou traumas.
De volta às aulas, mas antes ao oftalmologista!
Essa é a época mais propícia para levar a criança para fazer o check-up ocular infantil, já que é durante a fase escolar que muitos problemas oculares são observados.
A dificuldade de aprendizado e déficit de atenção podem estar ligados a problemas de visão, pois as atividades escolares demandam uma qualidade de visão que, em muitos casos, professores e pais só percebem a necessidade da criança na fase escolar.
Além disso, o uso de telas vem se tornando cada vez mais excessivo e está relacionado a diversos transtornos oftalmológicos, como a miopia.
Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmopedriatria, para crianças abaixo de 2 anos, aparelhos eletrônicos não são recomendados; entre 2 e 5 anos, o ideal é que o uso de telas não ultrapasse 1 hora por dia, e entre 6 e 12 anos o recomendado é de, no máximo, 2 horas por dia.