Por que os olhos sofrem mais durante o inverno?
Ao contrário do que muitos imaginam, o frio não é o principal responsável pelos desconfortos oculares. O que favorece o aparecimento desses sintomas é a combinação de fatores típica da estação: baixa umidade do ar, maior concentração de poeira e poluentes, uso frequente de ar-condicionado e permanência por mais tempo em ambientes fechados.
Esse cenário favorece tanto o ressecamento da superfície ocular quanto a circulação de vírus respiratórios e oculares, aumentando a incidência de algumas doenças.
Nem toda vermelhidão é conjuntivite
Olhos vermelhos não significam, necessariamente, conjuntivite. A vermelhidão também pode ser causada por blefarite, olho seco ou processos alérgicos.
Como essas condições compartilham sintomas semelhantes, como irritação, ardor e lacrimejamento, tentar identificar a causa apenas pela aparência costuma levar a erros e, muitas vezes, ao uso inadequado de colírios.
Conjuntivite: quando existe risco de contágio
A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, membrana que recobre a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras. Ela pode ter origem viral, bacteriana ou alérgica.
Durante o inverno, os casos de conjuntivite viral costumam aumentar devido ao maior contato entre pessoas em ambientes fechados.
Os sintomas mais comuns incluem:
- Vermelhidão;
- Lacrimejamento;
- Coceira;
- Sensação de areia nos olhos;
- Sensibilidade à luz;
- Secreção, em alguns casos.
Quando causada por vírus, a conjuntivite é altamente contagiosa. Por isso, para reduzir o risco de transmissão:
- Lave as mãos com frequência;
- Não coce os olhos;
- Não compartilhe toalhas, maquiagem ou fronhas;
- Suspenda temporariamente o uso de lentes de contato;
- Mantenha os ambientes bem ventilados.
Blefarite: inflamação que é confundida com conjuntivite
A blefarite é uma inflamação das bordas das pálpebras, geralmente relacionada ao funcionamento das glândulas que produzem a camada oleosa da lágrima.
Diferentemente da conjuntivite viral, ela não é contagiosa, mas costuma provocar sintomas bastante parecidos. Os sinais mais característicos são:
- Vermelhidão nas pálpebras;
- Ardor ou sensação de queimação;
- Coceira;
- Crostas ou descamação na base dos cílios;
- Sensação de areia nos olhos.
O tratamento costuma envolver higiene específica das pálpebras e acompanhamento oftalmológico, já que a blefarite pode se tornar recorrente quando não é controlada adequadamente.
Por que o inverno agrava o olho seco?
O inverno também favorece o agravamento do olho seco. Com a baixa umidade do ar e a maior exposição a ambientes climatizados, a lágrima evapora mais rapidamente, deixando a superfície ocular menos protegida. Entre os sintomas mais comuns estão:
- Ardor;
- Sensação de areia;
- Visão oscilante ao longo do dia;
- Vermelhidão;
- Desconforto ao usar telas ou lentes de contato.
Embora seja comum, o olho seco também precisa de avaliação médica para identificar sua causa e indicar o tratamento mais adequado.
Posso usar qualquer colírio?
Não. Cada condição ocular exige um tratamento específico, e utilizar colírios por conta própria pode mascarar sintomas importantes, retardar o diagnóstico e até agravar algumas doenças. Os colírios vendidos sem receita devem ser usados apenas com orientação do oftalmologista, quando os sintomas persistem.
Quando procurar um oftalmologista?
Alguns sinais como dor nos olhos, piora da visão, secreção intensa, sensibilidade à luz, sintomas que não melhoram após 48h e episódios recorrentes de vermelhidão ou irritação indicam que é hora de buscar atendimento médico.
Quanto antes a causa for identificada, maiores são as chances de um tratamento eficaz e sem complicações.
Se algum dos sintomas acima passaram a fazer parte da sua rotina, procure uma avaliação oftalmológica.
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